Ao destino ninguém foge: vai cumprir-se o ideal - um tempo novo paira...
17
Mai 12
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publicado por José Carlos Silva, às 08:14link do post | comentar

Que êxtase de efusões e fluidos progressistas, meu deus. Que alegria. Hollande ganhou. Hollande esmagou. Porque a esquerda, a nossa gloriosa esquerda, ganha sempre por quinzeazero, mesmo quando ganha apenas por um golo à Vata (51% vs. 49%). Há uns mesinhos, a direita espanhola goleou (44% vs. 28%), mas, ora essa, semelhante insignificância não merece destaque. A direita nunca ganha mesmo quando ganha e, no limite, é a esquerda que permite, num ato de misericórdia, as vitoriazinhas da direita. Fixemos, portanto, o nosso olhar no glorioso Hollande, o Roosevelt da Europa, o Gandhi de Paris, o Dalai Lama do Euro.

Eles agora vão ver como elas mordem. Em oposição à austeridade, que resulta somente da maldade intrínseca que eles têm, Hollande iniciará uma política de crescimento, que resulta da bondade intrínseca das almas progressistas. Perante este milagre prestes a ganhar forma, eles, os caciques neoliberais, começaram logo a fazer perguntas idiotas, a começar por esta: "mas onde é que Hollande vai buscar o dinheiro para fazer a tal política de crescimento?". Onde? Ora, não sei. Isso são pormenores técnicos, isso é política de merceeiro. Um grande político não olha para essas coisas menores. Um grande político tem apenas de demonstrar vontade política. "Mas se a França está endividada como é que Hollande pode fazer política com mais dívida?". Ora, ora, os mercados só têm de emprestar o dinheiro. Aquele famoso slogan ("a política está em primeiro lugar") quer dizer exactamente isso: queiram ou não queiram, os capitalistas têm que emprestar dinheiro para que a malta continue a fazer as políticas de esquerda; queiram ou não queiram, os mercados só têm de financiar os novos 60 mil funcionários públicos prometidos por Hollande. Os quinzeazero da democracia é que contam.

E, caso não consiga vergar os mercados, Hollande vergará Merkel. O BCE tem de começar a imprimir dinheiro para dar aos Estados. "Mas a solução da esquerda é impor uma vaga de inflação?". Sim, a inflação pode ser a nova utopia. Se não conseguirmos obrigar os mercados a emprestar dinheiro à política, temos de começar a imprimir dinheiro. "E o empobrecimento gerado pela impressão constante de euros?". Coisa menor, caros cafres neoliberais. As pessoas até podiam começar a fumar uns charritos em notas de 500, mas isso seria um pormenor sem importância perante a emancipação da política: os Hollande desta nossa Europa teriam finalmente acesso às rotativas do BCE e, desta forma, o sonho dos quinzeazero continuaria vivo. Sim, lutemos por esta utopia que se esconde, tímida e casta, atrás da inflação.


Henrique Raposo
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/hollande-ganhou-por-quinzeazero=f726240#ixzz1v6oF7pBj


publicado por José Carlos Silva, às 07:46link do post | comentar

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