Ao destino ninguém foge: vai cumprir-se o ideal - um tempo novo paira...
05
Jul 13
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Jornalices III. Como já ficou demonstrado, sempre que a taxa do desemprego aumenta, o número faz as delícias das redacções das televisões e dos jornais nacionais, cobrindo com letras garrafais as capas dos diários. No entanto, há uns dias, o Instituto do Emprego e Formação Profissional, no seu último boletim mensal, divulgou que ficaram por satisfazer 14.400 empregos disponibilizados e comunicados aos Centros de Emprego. Este número aumentou 8,4% em relação ao mês passado e 41% em relação ao mês homólogo de 2012. Num país onde a taxa de desemprego atinge números nunca vistos, não há nenhum jornalista nacional que tente perceber – e explicar-nos – por que é que 14.400 ofertas de emprego ficam por preencher?

Jornalices IV. Vai mal um país que tem uma comunicação social nacional que apenas faz notícias quando os assuntos são negativos ou quando os assuntos vão ao encontro das próprias convicções e ideologias.

 

In Francisco Rocha, Verdadeiro Olhar


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05 Julho 2013, 10:08 por Nicolau do Vale Pais IN JORNAL DE NEGÓCIOS

 

Se reparar bem na propaganda da Internet apelando a que Rui Rio seja primeiro-ministro, verá que se apela "a uma decisão de Cavaco Silva nesse sentido". Não a eleições no PSD, muito menos a escrutínio perante o eleitorado...

 

Se reparar bem na propaganda da Internet apelando a que Rui Rio seja primeiro-ministro, verá que se apela "a uma decisão de Cavaco Silva nesse sentido". Não a eleições no PSD, muito menos a escrutínio perante o eleitorado... Com certeza que quem comanda essa comunicação sabe bem que, se houvesse real escrutínio, a coisa esfumava-se. Essa toada insinuante - para quem conhece a vida política do Porto - vem de há muitos anos, e, na minha opinião, até já trouxe as benesses desejadas: manter a profecia, fazer hesitar, condicionar a imprensa sobre poderes futuros, capciosamente jogar com o desejo legítimo de que pudesse haver um dia outro primeiro-ministro "do norte" e, sobretudo, aumentar a tolerância às evidentes limitações políticas de Rui Rio.

 

Deixo aqui uma lista de quatro sensações "inventadas" na tradução entre os gabinetes e os jornais, nunca sujeitas a contraditório, perpetuadas pelo espectáculo da informação, muitas vezes padrinho da nossa desgraça política:

- Que há "unanimidade na cidade à volta do seu Presidente". Bom, só se for na revista paga pelos munícipes ou nos sempre incontestados comunicados que o Gabinete da Presidência emite e que a imprensa nem lê antes de fazer a primeira página. Rio nunca conseguiu ganhar as eleições sem coligação com o CDS/PP e, se se somar a abstenção e votos noutros partidos, temos que 80% da cidade não vota Rui Rio. Que o cargo é excelente porque dá toda a visibilidade e nenhum escrutínio, isso está bem. Ou está mal. Quanto a ser reeleito, penso que não há em Portugal nenhum Presidente de Câmara que o não seja (o que nos levava a uma outra discussão, sobre democracia local...).

 

- Que Rui Rio "poupa com a cultura". Não poupa nada, zero. Rio transferiu os famigerados subsídios de artistas para pilotos de carros: 77 mil euros foi quanto a Câmara pagou e se viu obrigada a, envergonhadamente, admitir, só depois de pressionada pelas polémicas. Pior, estabeleceu um discurso público sobre todo um equipamento, e seu potencial, à volta de meia dúzia de revoltosos, que sabem tanto de administração pública como o próprio Rio, para mal da cidade. La Féria abalou para Portimão, onde foi explorar o espectáculo que a Câmara lhe pagou; o Rivoli está semi-devoluto, mas as eleições já estavam ganhas. O resto é falta de tino de parte a parte, e o dito "sector privado" a chular o bem público em nome da "moral". Nada que você, contribuinte, não conheça já.

 

Quanto ao Grande Prémio, os seus custos são um embuste. Vá a www.base.gov.pt e descubra que os 700.000 euros que Rio diz custar a coisa são uma falácia; esse valor é o valor que a Câmara adjudica. Depois, são pelo menos mais 1,5 milhões de euros adjudicados pelas Empresas Municipais, em verdadeira engenharia financeira. Junte-lhe 1,4 milhões do Turismo de Portugal, que todos pagámos e... nada de novo, com a agravante que os números do Turismo indicam um crescimento de uma clientela "low-cost", de "city break", provavelmente muito mais interessada no Património Mundial do que no "paddock" das corridas. Também já vimos o IVA do golfe ser reduzido por razões exactamente da mesma ordem demagógica. São 600.000 euros por cada dia de provas. Um verdadeiro "Euro 2004" municipal; há relatórios da Inspecção Geral de Finanças dando conta da pré-falência da Porto Lazer. Mas as Empresas Municipais estão dispensadas do Orçamento, o que se calhar até explica por que é por lá que se paga o dito evento, entre outros.

 

- Que as contas estão "em dia". Sim, pagou-se dívida. Ao ritmo de 9 a 10 milhões de euros por ano. Até aqui tudo bem. Depois, bom, depois não há a receita, porque não há investimento. A quebra é de... 9 milhões por ano. Ou seja, esta austeridade municipal tem o mesmo efeito que a austeridade nacional: destina-se a gerir poder, e não a gerir economia. Se assim não fosse, o Orçamento da CMP não teria caído 115 milhões em dois mandatos. Tantos quantos foram pagos... de dívida. A cidade perdeu, em dez anos, cerca de 7 munícipes por dia, 25.000 habitantes. É preciso ser-se estúpido para não perceber a questão de insustentabilidade por detrás de tal estado de coisas; não é a mandar foguetes que se resolvem estas questões.

 

- Que Rui Rio está a leste dos vícios da política. Bem, eu acho até cruel que se pedisse tal coisa a quem nunca fez mais nada senão política. Mas há um exemplo cujo simbolismo é inefável: o Bolhão. Rio tentou uma autêntica PPP com uma empresa - a TramCrone - com problemas gravíssimos na justiça à data do concurso que venceu. A ideia era desonerar o erário público e acabou por causar um dano incomensurável. Uma petição com tantas assinaturas quanto os votos que elegeram Rio, em 2001, parou a construção do centro comercial. O Mercado, esse, lá continua devoluto, à espera que termine o verdadeiro desperdício.

 

Convém que se esclareça que não estamos perante nenhum "conservador" do Norte, ponderado e cuidadoso. Estamos perante um neoliberal, da escola da austeridade e das privatizações a todo o custo, igual a Gaspar ou Ferreira Leite, sem pejo em usar o "glamour" da cidade em proveito próprio. Já todos achámos muita coisa, mas não é a achar que se fazem escolhas sérias, é a escrutinar. E que jeito tinha dado que o Secretário de Estado José Sócrates tivesse sido escrutinado antes de chegar a primeiro-ministro, sob a capa mediática de "grande.


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