Ao destino ninguém foge: vai cumprir-se o ideal - um tempo novo paira...
07
Jul 13
publicado por José Carlos Silva, às 21:27link do post | comentar

Somos em grande parte os mestres que tivemos. É por isso que o professor é a segunda variável mais importante na aprendizagem. A primeira é um cocktail de inteligência, bons hábitos e força de vontade. Um mau mestre tem o poder de fazer de um aluno bom uma aluno medíocre. E um bom mestre pode elevar um aluno da mediocridade à excelência.

 
Há três formas combinadas que garantem bons mestres:
1. Uma formação de professores exigente, centrada nos conteúdos e capaz de selecionar os melhores alunos saídos do ensino secundário.
2. Uma contratação de professores que não seja feita às cegas mas sim o produto de uma análise curricular, entrevista e período experimental.
3. Uma avaliação de desempenho docente que valorize o mérito e penalize a mediocridade.
Com base nesta grelha, avaliemos o que temos em Portugal.
E o que temos é a negação do ponto 1, do ponto 2 e do ponto 3.
Enquanto não se mexer nessas três variáveis não é possível grandes melhorias nos resultados. O sistema continuará a ser ineficente e ineficaz.
O sistema que temos protege os medíocres. Os sindicatos tendem a proteger a mediocridade. Os media castigam os políticos que enfrentam os sindicatos. O poder político não quer brigas com os sindicatos. É natural que o sistema ineficaz e ineficiente que temos se mantenha porque ele interessa a muita gente. O caldo que protege a mediocridade do sistema serve muita gente e muitos interesses. Creio mesmo que há muita gente no sistema que sobrevive nele graças a esse caldo. Essa é a principal razão da decadência de Portugal. Um caldo que afeta todas as áreas da nossa sociedade com particular destaque para a educação, os media, o Estado e as elites políticas. Os medíocres protegem os medíocres, rodeando-se deles. It is a never ending story. Uma história que afeta toda a nossa administração pública. Os países que lucram com a decadência dos outros - veja-se o caso da gigantesca China mas também da pequena Singapura-  recuperaram a meritocracia e fazem dela o esteio da sociedade. Foram capazes de criar um caldo cultural marcado pela exigência, esforço, mérito, orgulho, ordem, autoridade e força de vontade. Tudo virtudes que os portugueses perderam. Deixaram de ser ensinadas nas escolas e são desprezadas pelas famílias.

publicado por José Carlos Silva, às 17:08link do post | comentar

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