Ao destino ninguém foge: vai cumprir-se o ideal - um tempo novo paira...
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Jul 13
publicado por José Carlos Silva, às 21:54link do post | comentar
 

Chico da Quinta do Céu Grande há muito tempo que apreciava as curvas da estonteante Luísa, a moça que todos os dias lhe colocava o café e a bagaceira, uma reserva especial, aguardente de estalo, brandy 1920.

O Café Galo Grande era um paraíso de silêncio quando chegara, tirante a algazarra da televisão, que ele pediu para diminuir o som, permitindo assim deliciar-se com a beleza admirável de Luísa e apreciar o brandy, um prazer inestimável após o café, completado de um cigarro, um Ritz extra longo.

O gozo do silêncio e de Luísa unicamente para ele foi sol de pouca duração. O café foi-se enchendo e o Chico da Quinta do Céu Grande procurou os velhos preguiceiros postados no alpendre fronteiro do café para daí vislumbrar o ribeiro do Souto, contar os carros, motas e bicicletas que passassem e, porventura, os carros de bois, carroças de ciganos, burros de moleiros e outros animais: cães, gatos, entre outros.

Sem estranhezas, no Souto dos Aflitos nada ou pouco acontecia de invulgar a não ser uma beleza estranha como a da Luísa do Café Galo Grande, que parecia mais uma extraterrestre naquela santa terrinha.

 

Alapou-se num dos preguiceiros, sentindo de imediato a frescura do início da noite. Foi nesse instante que percebeu a presença do Zé da tia Joaquina Latoeira, um artista da arte de carpintaria – nunca quis ser latoeiro como o avô e o pai – mas sem grande vontade de trabalhar. Contudo, um falador nato, um filósofo e político refinado. Ia ter conversa, sabia que não escapava.

Tal e qual.

 

O Zé da tia Joaquina Latoeira não perdeu tempo, questionando-o de imediato sobre o momento político, pois era interessante saber o que ele, Chico da Quinta do Céu Grande, entendia por «Vencer.» Na sua singela reinava uma grande confusão na maioria das cabeças que conhecia.

Chico da Quinta do Céu Grande, ouvia com toda atenção e, obviamente, olhava-o completamente divertido entre o espanto e a comoção pura, pois para ele não existiam dúvidas ou interrogações na questão «Vencer».

 

Para o Zé da tia Joaquina Latoeira «Vencer» era sempre apelativo. E o objetivo primeiro fosse o que fosse e do que fosse, era, obviamente «Vencer.» Curioso era que o Chico da Quinta do Céu Grande gostava mais de «Surpreender.» Enquanto o Zé da tia Joaquina Latoeira apostava em «ganhar, vencer» ou «conquistar.» Este último, o Zé da tia Joaquina Latoeira, considerava que «Vencer» é uma palavra direta, clara, evidenciando tudo aquilo que vai na alma do povo, plasmando uma ideia óbvia: «Vencer/Vitória.»

 

 

José Carlos Silva

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publicado por José Carlos Silva, às 18:04link do post | comentar


publicado por José Carlos Silva, às 12:52link do post | comentar

No sítio do MEC surge um esclarecimento sobre aplicação do sistema de requalificação aos professores e que aqui reproduzimos:

Tendo em conta notícias publicadas na comunicação social sobre a aplicação do Sistema de Requalificação aos professores, tendo por base declarações de alguns dirigentes de algumas organizações sindicais, o Ministério da Educação e Ciência esclarece o seguinte:
É uma especulação gratuita e sem qualquer fundamento afirmar que professores do quadro possam, a partir de setembro de 2014, entrar no processo de requalificação, de acordo com as normas previstas para toda a função pública.
Aplicando-se aos docentes este sistema como a todos os funcionários públicos, a possível entrada de docentes em processo de requalificação ocorrerá no decurso do ano escolar 2014/2015, após a operacionalização dos instrumentos de gestão dos recursos humanos no âmbito do sistema educativo.
A Proposta de Lei que se encontra na Assembleia da República determina no número 1 do artigo 49.º-G: «Sem prejuízo do disposto nos artigos anteriores, o sistema de requalificação previsto no artigo 64.ºA do ECD é aplicado aos docentes de carreira que não obtenham colocação através do concurso de mobilidade interna até 31 de janeiro do ano letivo em curso».
De forma a cumprir o compromisso assumido pelo Ministério da Educação e Ciência, os Senhores Deputados dos partidos da maioria apresentaram uma proposta de aditamento à Proposta de Lei em discussão na AR e relativa ao Decreto Lei 132/2012, nos seguintes termos:
«Artigo 45.º-A Norma transitória
O regime de requalificação regulado na secção V do capitulo IV do Decreto Lei 132/2012, de 27 de junho, na redação dada pela presente lei, é aplicado aos docentes a partir do ano escolar 2014/2015.»
Da leitura conjugada destes dois artigos, verifica-se que as medidas de requalificação só são aplicáveis a partir do ano escolar 2014/2015 e aos docentes de carreira que não obtenham colocação através do concurso de mobilidade interna até 31 de janeiro do ano letivo em curso, ou seja, em 1 de fevereiro de 2015.
Quanto à colocação dos docentes até 60 quilómetros, a alteração encontra-se regulamentada nas normas que foram adicionadas ao Decreto Lei n.º 132/2012, que regula a colocação de professores.
No entanto, antes é dada a possibilidade aos professores de escolherem as escolas para as quais pretendem ser deslocados, devendo incidir as suas preferências especialmente em áreas geográficas mais alargadas. No caso de não o fazerem ou não conseguirem deslocação para uma escola onde exista horário que lhes possa ser atribuído, pode a Administração aplicar o regime geral destinado a todos aos trabalhadores da Administração Pública, deslocando-os até 60 quilómetros de distância da sua área de residência, conforme estabelece a proposta contida no n.º 2 do artigo 49.º-E da alteração efetuada ao Decreto Lei n.º 132/2012, através do artigo 44.º da Proposta de Lei relativa ao Sistema de Requalificação.
Não pode o Ministério da Educação e Ciência deixar de se dirigir aos professores, no sentido de lhes dar a conhecer o teor das propostas de alteração da lei que cumprem os compromissos que o MEC desde o primeiro momento considerou estar disponível para, em sede de negociação com os sindicatos, chegar a acordo.
O Ministério da Educação e Ciência lamenta que especulações infundadas sejam mais uma vez produzidas por alguns dirigentes sindicais, apesar de todos os esclarecimentos que foram prestados aos sindicatos na última semana.

publicado por José Carlos Silva, às 12:37link do post | comentar

Menos  nove mil desempregados em junho  

Carlos Abreu        Desemprego recua em junho, pelo  segundo mês consecutivo, sobretudo entre os jovens.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt#ixzz2acdtqrjd


publicado por José Carlos Silva, às 12:26link do post | comentar

Pequerrucho, Anastácio escutava com cuidada atenção as descuidadas conversas dos homens grandes que nas noites quentes de verão se deixavam ficar horas esquecidas junto à barraca da tia Morena, uma moleira bastante respeitada de Ribeiro Perdido, enquanto as mulheres e as filhas lavavam o resto da roupa suja, gastando as últimas invejas relativamente à prendada e estonteante Micas do Aido, que todos eles cobiçavam e elas invejavam e, caso pudessem, derretiam à luz do dia e todos os fregueses da freguesia.

 

Para Anastácio era horripilante e incongruente, causando-lhe impressão esta dualidade de sentimentos: os homens queriam a Micas do Aido num vicioso e ilusório sentimento lúbrico de posse sexual, enquanto as mulheres a abominavam por isso mesmo, precisamente por isso mesmo, por a sua beleza despertar tamanho assanhamento e público desejo.

 

Anastácio preferia de longe as conversas dos homens, estas eram mais pragmáticas, diretas e realizáveis. Com os homens nada era impossível. Aliás, o Zé das Gaitas – um mocetão de um metro e noventa, trolha de profissão e segurança ao fim de semana em discotecas, boîtes e casas de má fama –, tinha a real mania de dizer alto e bom som que «Tudo no raio da vida tem solução, só a morte é que não, nada é impossível.» E todos meneavam a cabeça em sinal de concordância.

 

Nessas noites de verão muitas vezes escutou histórias da possibilidade e da impossibilidade. E sempre que vinha à baila a questão da «impossibilidade» de levar pela certa este ou aquele, logo surgia um Zé das Gaitas a afirmar que nada era impossível.

 

Para um Zé das Gaitas «tudo era possível». O segredo residia em «saber levar a água ao moinho.» E não interessava se era homem ou mulher, o essencial era a forma e o meio como se atingia o fim.

 

Anastácio esbugalhava os olhos mas não percebia nada de nada.

 

Zé das Gaitas embalava e não mais parava. Para ele, primeiro era essencial conhecer o passado, sim o passado. Esmiuçar o passado do alvo. O conhecimento de quem querem «cercar» ou «abalar» ou «derrubar» é a essência de tudo. Seguidamente centrar o ataque nos flancos, nos pontos mais fracos, nas partes mais sensíveis. Acreditem, é infalível. Até hoje nunca tive uma que tenha dito não.

 

Alguns ainda esvoaçavam um sorriso, mas sem sucesso. Zé das gaitas comprovava as suas vitórias e reafirmava: «O conhecimento do outro, do seu passado, das suas virtudes e das suas fraquezas, tal como das suas intempestivas reações, é uma das armas mais eficazes que conheço e que muito menorizam. Eu não. Daí o meu sucesso.»

 

Anastácio ouvia pasmado, vindo anos mais tarde a perceber Zé das Gaitas.

 


publicado por José Carlos Silva, às 11:55link do post | comentar
Que o dia corra na santa paz..... Agradecendo por tudo que tem dado certo, pela saúde, pela disposição no trabalho. O mundo conspira a favor do bem quando estamos do lado dele..... Namastê 
Que seu dia seja Iluminado pela Luz Divina......
Bom Diaaaaaaaaa.............Que o dia corra na santa paz..... Agradecendo por tudo que tem dado certo, pela saúde, pela disposição no trabalho. O mundo conspira a favor do bem quando estamos do lado dele.....Namastê ♥Que seu dia seja Iluminado pela Luz Divina......
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