Ao destino ninguém foge: vai cumprir-se o ideal - um tempo novo paira...
03
Set 11
publicado por José Carlos Silva, às 18:57link do post | comentar

 

Introdução

«Quanto á Casa e Quinta das Vinhas, sabemos por informação corrente através de gerações, "...existir desde o séc. XVI", apesar das inúmeras alterações sofridas ao longo dos tempos, bem como através do livro publicado sobre o Juíz Conselheiro José Guilherme Pacheco, conhecido local e popularmente, como o "rei de Paredes", meu tio-bisavô.»

A Casa das Vinhas é uma casa Senhorial. Remonta ao séc. XVI. Em termos Arquitectónicos, possui um aspecto de fortaleza: as fundações assentam sobre uma rocha, tem seteiras estratégicas para defesa da mesma, possuía alçapões e redutos de defesa (já desaparecidos) e tem vindo a sofrer adaptações ao longo dos séculos. Edificada numa zona elevada, permitia-lhe usufruir de vista e de posição defensiva. (Estamos a falar da região do Entre - Douro e Minho/Vale do Sousa, que antigamente era referido como Douro I e que poderemos classificar de uma zona rica agricolamente e historicamente muito rica (o Românico Português, tem a sua expressão nos Mosteiros e Igrejas), para além de ser raiz de Famílias Históricas Pré-Fundação de Portugal, nomeadamente a dos Souzas ( Souzões), etc. Tudo isto é comum a muitas outras casas da época, da região e em todo o País.). Tem passado de geração em geração até a actualidade na família Pacheco.

É rodeada pela Quinta da Casa das Vinhas com parte agrícola, com as produções tradicionais da região: vinho, milho, gado e floresta, que é trabalhada por caseiros, estes usufruem de casa de habitação e demais anexos, trabalham as terras do Senhorio e na época das colheitas - resultado das produções - são divididas entre as duas entidades, sem haver troca ou permuta em dinheiro, mas apenas em géneros.

A biblioteca da Casa das Vinhas (construída e enriquecida na fase final por Guilherme Pacheco, foi desmantelada, aquando de obras de ampliação) e seguramente terá havido descuidos com obras e manuscritos que foram parar a terceiros. Grande parte dos meus antepassados e parentes Pacheco, mais velhos, estão desaparecidos. A Casa das Vinhas também tem os seus «mistérios», e a sua divulgação será um processo contínuo e ao sabor do tempo, pois pouco foi divulgado.

 

Manuel Albino Pacheco

 Senhor da Casa das Vinhas, em 1834 foi nomeado Presidente da Comissão Municipal de Aguiar de Sousa e restaura a Capela de N. Senhora de Ajuda. Figura principal de Nevogilde nas primeiras décadas do século XIX.

José Guilherme Pacheco

Senhor da Casa das Vinhas. Governador Civil de Angra do Heroísmo. Presidente da Câmara de Paredes. Deputado às Cortes. Parede deve-lhe tudo e por isso lhe erigiu a estátua que se encontra no jardim defronte à Câmara. Fundou o Jornal de Notícias. Foi benfeitor da capela de N. S. da Ajuda, contribuindo para diversos restauros..

Manuel Albino Pacheco (+1862), veio para Portugal, com a mulher e os 3 filhos nascidos no Rio de Janeiro, pela 1ª vez, em 1822. Voltou ao Brasil, em virtude da Guerra Civil, deixando a Família na Casa das Vinhas, aonde havia nascido; em 1834 foi nomeado Presidente da Comissão Municipal de Aguiar de Sousa, jurando a Carta Constitucional e aclamando D. Maria II, restaurando, depois a Capela de Nª Senhora da Ajuda.
Seu Filho, José Guilherme, depois de ter sido Governador Civil de Angra do Heroísmo, foi Presidente da Câmara de Paredes (rei de Paredes), Deputado às Cortes e recebeu Carta de Conselho, em 1868.
Seus Filhos, Manuel Albino (+1897) e Francisco Xavier (+1916), foram médicos da Casa Real.».

Zé do Telhado

A Casa e Quinta das Vinhas foram alvo de um pretenso assalto planeado pela quadrilha do Zé do Telhado. Os Pachecos da Casa das Vinhas foram esperar a quadrilha (porque os caseiros da Casa, estavam mais ou menos desconfiados e ouviram algo... num dia de feira em Lousada). Como era habitual o "batedor" da quadrilha, reunia sempre o maior número de informações dias antes, junto dos caseiros vizinhos, para saber quantos homens da Casa se encontrariam nessa noite, de forma a levarem a melhor ao caminho de acesso á Casa. Desta vez - e talvez, por melhor informação dos senhores da Casa das Vinhas - e por antecipação dos mesmos -, por irem esperar a Quadrilha ao "carreiro" -, o Zé do Telhado e sua Quadrilha receberam tiros na escuridão da noite e foram obrigados a bater em retirada. Tudo isto foi conhecido e divulgado.

Aníbal Pacheco: Antepassados da Casa das Vinhas: Pachecos


1-Manuel Gaspar (n. em 1640(?), da Casa das Vinhas)
2-Apdónia Gaspar(casada em 1684 c.Domingos Mendes)
3-Manuel Gaspar(n. em 1685(?), casado na Casa das Vinhas, com Francisca Fernandes Pacheco, do Casal da Torre de Lamais, Paços de Ferreira, S.Pedro de Ferreira
4-Manuel Pacheco(n.1720(?)), casado na Casa das Vinhas com Josefa( Sousa Freire)Fernandes da Rocha, filha de Dª Mariana de Sousa Freire, dona do Casal do Pomar-Nevogilde. A irmã, (Josefa) Rosa Sousa Freire, continua este apelido...
5-Manuel Pacheco da Rocha(n.1750(?)), casado com Mariana Luísa Nogueira(de Miranda), filha de Manuel Nogueira, filho de João Nogueira(da Casa de Louroza, e de Águeda Correia Freire(Machado de Miranda), (Senhora do Casal da Aveleda, em Casais, (Miranda, por adopção do 1º casamento de Águeda.
6-Manuel Albino Pacheco(n. 1780(?)), casou com Dª.Ana de Jesus Cordeiro, filha do Capitão Roque António Cordeiro(Sendim-Miranda do Douro) e de Dª.Maria Angélica Pinto de Sampaio, filha de João Pinto de Sampaio(n.em Sande-Minho) e de Dª.Eugénia de Vasconcelos(de Minas Gerais).
7-Ana Cordeiro Pacheco, casou em 1814.
8-Manuel Albino Pacheco, c. Ana de Jesus Cordeiro, na Casa das Vinhas.
9-Dr.Francisco Xavier Cordeiro Pacheco c. com Sofia Alves de (Carvalho) do Carmo(Adopção de apelido em horra de N.Srª do Carmo, em virtude da eminência de um naufrágio de um antepassado...).
10-Dr.Guilherme do Carmo Pacheco, c. com Palmira Amélia da Costa Morais(meus Avós).
11-Antero da Costa Morais Pacheco, c. com Maria Adelaide Augusta de Bettencourt Cyrne (meus Pais).

"Memórias Genealógicas" de Manuel Albino Pacheco, escritas no seu Livro de Razão

 

Aníbal Pacheco: «Estes registos que transcrevo, são devidas aos apontamentos "Memórias Genealógicas" de Manuel Albino Pacheco, escritas no seu Livro de Razão, a p.p.117 a 122 e 137 a 140, no dia 18 de Abril de 1857 e foram condensadas por Mário Pacheco (Seu Bisneto), em Agosto de 1991.
Aditamento:
Manuel Albino Pacheco (+1862), veio para Portugal, com a mulher e os 3 filhos nascidos no Rio de Janeiro, pela 1ª vez, em 1822. Voltou ao Brasil, em virtude da Guerra Civil, deixando a Família na Casa das Vinhas, aonde havia nascido; em 1834 foi nomeado Presidente da Comissão Municipal de Aguiar de Sousa, jurando a Carta Constitucional e aclamando D. Maria II, restaurando, depois a Capela de Nª Senhora da Ajuda.
Seu Filho, José Guilherme, depois de ter sido Governador Civil de Angra do Heroísmo, foi Presidente da Câmara de Paredes (rei de Paredes), Deputado às Cortes e recebeu Carta de Conselho, em 1868.
Seus Filhos, Manuel Albino (+1897) e Francisco Xavier (+1916), foram médicos da Casa Real.».

De um manuscrito que possuo numa pasta sobre Pachecos, que não regista de quem é a feitura do trabalho

 

 

Aníbal Pacheco: De um manuscrito que possuo numa pasta sobre Pachecos, que não regista de quem é a feitura do trabalho:"Cyrnes Pachecos, Liv. 2107.pag. 188 - Sobroza
- Casamento em 1780
de Custódio Cyrne de Souza, filho de Manuel Cyrne Carneyro e de sua mulher Maria Ferreira do lugar do Castello da Fregª de Frazão, neto paterno de Manuel Cyrne de Souza e de sua mulher Catharina Carneyro, do mesmo lugar, com: Catharina Pacheco filha de António Pacheco e de sua mulher Maria Carneyro desta Fregª de Sobroza, neta paterna de Diogo Pacheco(Senhor da Casa do Padrão) e de sua mulher Maria da Silva.

Assim, sendo António Pacheco irmão de Anna Pacheco, era tio de Mariana Pacheco e que a Mariana Pacheco era prima carnal de Catharina Pacheco c.c. Custódio Cyrne de Souza.

Árvore de Costados;

-Joaquim Barboza da Fonseca da Casa de Salvadores c.c. Mariana Pacheco
-Manuel Pacheco c.c. Anna Pacheco(baptizada em 1751)
-*Diogo Pacheco(Senhor da Casa do Padrão/Paços de Ferreira) c.c. Maria da Silva
-Bernabé dos Reys e Sáa(Fundador da Casa do Padrão) c.em 1715 c. Catharina Pacheco

-Catharina Pacheco c.c. Custódio Cyrne de Souza
-*António Pacheco c. c. Maria Carneyro
*Árvore comum.

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